{"id":138,"date":"2019-08-31T14:12:27","date_gmt":"2019-08-31T17:12:27","guid":{"rendered":"http:\/\/arritmed.com.br\/?p=138"},"modified":"2019-08-31T20:11:57","modified_gmt":"2019-08-31T23:11:57","slug":"chess-trial-the-comparison-of-high-vs-escalating-shocks","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/arritmed.com.br\/?p=138","title":{"rendered":"CHESS TRIAL (The Comparison of High vs. Escalating Shocks)"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align:justify\">Come\u00e7ou hoje (31\/09)  o Congresso da Sociedade Europ\u00e9ia de Cardiologia (ESC 2019) e termina no dia 04\/10. Como em eventos anteriores, s\u00e3o apresentados em primeira m\u00e3o v\u00e1rios estudos e atualiza\u00e7\u00e3o dos Guidelines da sociedade europ\u00e9ia. O Arritmed est\u00e1 de olho nos temas envolvendo arritmias e eletrocardiograma e postaremos nas nossas redes. Hoje pela manha foi apresentando o CHESS Trial. Nessa postagem vamos falar sobre esse estudo e apresentar um resumo. <\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"> A fibrila\u00e7\u00e3o atrial (FA) \u00e9 uma das arritmias mais prevalentes, sendo considerado um problema de sa\u00fade publica. Uma grande quest\u00e3o na abordagem dessa arritmia \u00e9 qual a carga inicial e de sequ\u00eancia de choques que deve ser realizada quando a decis\u00e3o for a cardiovers\u00e3o el\u00e9trica. Devido a falta de dados de estudos randomizados especificando a energia que deve ser utilizada, os guidelines recomendam baixa energia e aumento de forma escalonada nos choques subsequentes. Algumas abordagens t\u00eam sugerido valores mais elevados de choques ou carga de energia fixa. Diante desse contexto, foi realizado esse estudo comparando um valor m\u00e1ximo e fixo dos choques com carga mais baixa e escalonada nos subsequentes.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Foi um estudo prospectivo, randomizado e de superioridade. A defini\u00e7\u00e3o de Fibrila\u00e7\u00e3o atrial persistente foi baseada no Guideline de 2016 da Sociedade Europeia de Cardiologia de Manejo da Fibrila\u00e7\u00e3o atrial, ou seja, Fibrila\u00e7\u00e3o atrial que dura mais de 7 dias, incluindo epis\u00f3dios terminados por cardiovers\u00e3o com drogas ou por cardiovers\u00e3o por corrente cont\u00ednua, ap\u00f3s 7 dias ou mais. Os crit\u00e9rios de inclus\u00e3o foram eletrocardiograma com diagn\u00f3stico de FA, idade maior ou igual a 18 anos e o paciente ser capaz de assinar o consentimento livre esclarecido. Os crit\u00e9rios de exclus\u00e3o eram instabilidade hemodin\u00e2mica, hipertireoidismo n\u00e3o tratado e gravidez. Conforme as orienta\u00e7\u00f5es dos Guidelines esses pacientes eram orientados a receber anticoagula\u00e7\u00e3o ou realizar um ecocardiograma transesof\u00e1gico para documentar a aus\u00eancia de trombos intracard\u00edacos. <\/p>\n\n\n\n<p>Foi realizado\numa randomiza\u00e7\u00e3o simples 1:1 gerados por um computador. A randomiza\u00e7\u00e3o se deu\nem dois grupos: <\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Cardiovers\u00e3o bif\u00e1sica com valor m\u00e1ximo e fixo\n(360J \u2013 360J \u2013 360J)<\/li><li>Cardiovers\u00e3o bif\u00e1sica com valores baixos e\nescalonados (125J \u2013 150J \u2013 200J)<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">O endpoint prim\u00e1rio foi a presen\u00e7a de ritmo sinusal ap\u00f3s um minuto da cardiovers\u00e3o. Endpoint secund\u00e1rio foi a efic\u00e1cia do primeiro choque (Efic\u00e1cia do choque de 360J x 125J). Desfechos secund\u00e1rios de seguran\u00e7a foram qualquer causa de arritmia detectado em at\u00e9 04 horas de vigil\u00e2ncia, inj\u00faria mioc\u00e1rdica medida por troponina de alta sensibilidade, desconforto ou dor na pele 02 horas ap\u00f3s a cardiovers\u00e3o e vermelhid\u00e3o da pele ap\u00f3s remo\u00e7\u00e3o dos eletrodos. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>RESULTADOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong>Um total de 296 pacientes participaram do estudo, entre setembro de 2016 a mar\u00e7o de 2019. Dos 276 pacientes randomizados, 129 (47%) ficaram no grupo do choque m\u00e1ximo e fixo e 147 (53%) no grupo do choque baixo e escalonado. Vari\u00e1veis cl\u00ednicas n\u00e3o apresentaram diferen\u00e7as entre os grupos. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/arritmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/grafico-2-choque-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-136\" srcset=\"https:\/\/arritmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/grafico-2-choque-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/arritmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/grafico-2-choque-300x169.jpg 300w, https:\/\/arritmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/grafico-2-choque-768x432.jpg 768w, https:\/\/arritmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/grafico-2-choque-1200x675.jpg 1200w, https:\/\/arritmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/grafico-2-choque.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Com rela\u00e7\u00e3o aos Endpoints, o Ritmo sinusal (endpoint prim\u00e1rio) ocorreu em 114 de 129 pacientes (88%) no grupo do choque m\u00e1ximo e fixo comparado com 97 de 147 pacientes (66%) no grupo com choques baixos e escalonados (IC 95% &nbsp;13-32, P&lt;0,001). A presen\u00e7a de ritmo sinusal ap\u00f3s o primeiro choque (endpoint secund\u00e1rio), 97 de 129 pacientes (75%) do grupo com choque m\u00e1ximo e fixo comparado com 50 de 147 pacientes (34%) &nbsp;do grupo do choque baixo e escalonado (IC 95% 30-51, diferen\u00e7a relativa 2,6; IC 95% &nbsp;1.9-3.6). O ritmo sinusal na alta (04 horas ap\u00f3s a cardiovers\u00e3o) foi encontrado em 110 de 129 pacientes (85%) no grupo com choque m\u00e1ximo e 93 dos 147 pacientes (63%) no grupo de energia baixa e escalonada (IC 95% 12-32, diferen\u00e7a relativa 1.4; IC 95% 1,2-1,6). Em resumo, a abordagem com choque m\u00e1ximo reduziu o n\u00famero total de choques e redu\u00e7\u00e3o no tempo m\u00e9dio do procedimento. Com rela\u00e7\u00e3o aos desfechos de seguran\u00e7a, n\u00e3o apresentou diferen\u00e7as entre os grupos. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/arritmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/grafico-1-choque-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-137\" srcset=\"https:\/\/arritmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/grafico-1-choque-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/arritmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/grafico-1-choque-300x169.jpg 300w, https:\/\/arritmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/grafico-1-choque-768x432.jpg 768w, https:\/\/arritmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/grafico-1-choque-1200x675.jpg 1200w, https:\/\/arritmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/grafico-1-choque.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"> Sempre existiu essa discuss\u00e3o de qual seria a escolha ideal da energia inicial da cardiovers\u00e3o e a dos choques subsequentes na fibrila\u00e7\u00e3o atrial. O uso da energia m\u00e1xima no estudo apresentou algumas vantagens como maior grupo de pacientes com melhora dos sintomas, menor necessidade de terapia m\u00e9dica adjuvante (antiarr\u00edtmicos) e possivelmente redu\u00e7\u00e3o de retorno hospitalar para tentativas adicionais de cardiovers\u00e3o.  <\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\">Algumas limita\u00e7\u00f5es que o estudo apresentou: 1) Apenas um centro de estudo; 2) O m\u00e9dico que realizava a cardiovers\u00e3o tinha conhecimento da carga utilizada (n\u00e3o era cego quanto a isso); 3)Os choques foram realizados por um desfibrilador de um \u00fanico fabricante; 4) Foi incluindo pacientes com fibrila\u00e7\u00e3o atrial persistente apenas, n\u00e3o sendo incluindo pacientes com FA de in\u00edcio agudo (mas devido a alta efic\u00e1cia dos choques com carga m\u00e1xima sugere que tamb\u00e9m possa se aplicar nesse grupo). <\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify\"> <strong>EM CONCLUS\u00c3O<\/strong>, choques de energia m\u00e1xima e fixa foram mais eficientes quando comparados com choques de energia baixa e escalonada para cardiovers\u00e3o na fibrila\u00e7\u00e3o atrial sem apresentar diferen\u00e7a nos desfechos de seguran\u00e7a.  <\/p>\n\n\n\n<p>Gostou? 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European Heart Journal (2019) 0, 1-6. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>#Arritmed #cardiologia #EscCongress #arritmias<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/arritmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/curriculo-para-site-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-85\" srcset=\"https:\/\/arritmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/curriculo-para-site-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/arritmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/curriculo-para-site-300x169.jpg 300w, https:\/\/arritmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/curriculo-para-site-768x432.jpg 768w, https:\/\/arritmed.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/curriculo-para-site.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Come\u00e7ou hoje (31\/09) o Congresso da Sociedade Europ\u00e9ia de Cardiologia (ESC 2019) e termina no dia 04\/10. 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